Tenho por mim que a complexidade do mundo actual, não só pela sua natureza estilhaçada em mil cenários à deriva, aos quais nos é exigido, continuamente, através das interpretações dos Outros e da ferocidade mediática uma reinterpretação decifradora, imediata, conjuntural, mas também através da mediocridade política e humanista substantiva dos seus actores de topo, pelo abandono realista da procura de soluções outras que desafiem a axiomática nevrose política que acometeu o Ocidente e por arrasto e imitação... os Outros. NÃO HÁ ALTERNATIVA, diz a BUR(R)OCRACIA. Deus morreu e a Filosofia também, acrescenta.
A Burocratização do Mundo, causticada em 1939, quase três décadas sobre a revolução comunista, por Bruno Rizzi num ensaio assim titulado, aparecia, pelo exemplo soviético na construção do novo Estado, como uma séria ameaça, não só ao objectivo da subversão, lui - mème, como exemplo a não seguir pelos partidos comunistas da Europa de então na definição do Estado Operário.
Paralelamente e de raspão, enquanto se fortaleciam os partidos fascistas da Alemanha, da Itália, de Portugal e da Espanha, tece umas linhas breves sobre o monstruoso edifício burocrático que viria a sustentar o poderio, embora fugaz, na Alemanha e na Itália e mais resilente na Ibéria, durante quarenta anos. Essa foi, certeira, a viragem histórica projectada pelo autor.
Hoje, perante a realidade, patente na revolução/Globalização, democrática, o que diria?
Muitas viragens históricas foram prefaciadas desde então e acabámos em 2015 a ansiar por mais uma, que higienize a marcha do sapiens sobre o planeta.
A sua pegada ameaça abraçar o Globo em daninhas consequências, porquanto a bur(r)ocratização instalada pelo Pensamento Único que o Poder liberal ( !!!!???) victorioso foi implantando na Política, na Economia, na Educação, globalizado pela extraordinária expansão tecnológica, criou uma massa de crentes que manipulados desde a infância nos programas escolares desumanizados, na adolescência, pelo niilismo narcísico e nas Universidades pelos cursos de gestão uniformizados na maximização plena do Lucro como objectivo, despido de qualquer valência moral e na despromoção, face ao novo Deus - o Mercado - das disciplinas humanistas, carregadas de multi- mundi valências que confrontam utopias, impasses civilizacionais e...o sentido da Vida.
Na certeza de que, em todas as viragens históricas as " massas " que não as elites, na sustentação ou como precursor das mudanças, quando não o seu sujeito activo,
( o dever chama..., continuaremos... )







