terça-feira, 29 de dezembro de 2015

BUR(R)OCRATAS E ESTADISTAS


NÃO! Não é desta burocracia, apesar de infernal, que quero tecer algumas considerações. É da outra, da Burocracia mental, da que subjuga a Imaginação, a Vontade e o Pensamento.

Tenho por mim que a complexidade do mundo actual, não só pela sua natureza estilhaçada em mil cenários à deriva, aos quais nos é exigido, continuamente, através das interpretações dos Outros  e da ferocidade mediática uma reinterpretação decifradora, imediata, conjuntural, mas também através da mediocridade política e humanista substantiva dos seus actores de topo, pelo abandono realista da procura de soluções outras que desafiem a axiomática nevrose política que acometeu o Ocidente e por arrasto e imitação... os Outros. NÃO HÁ ALTERNATIVA, diz a BUR(R)OCRACIA. Deus morreu e a Filosofia também, acrescenta.

A Burocratização do Mundo, causticada em 1939, quase três décadas sobre a revolução comunista, por Bruno Rizzi num ensaio assim titulado, aparecia, pelo exemplo soviético na construção do novo Estado, como uma séria ameaça, não só ao objectivo da subversão, lui - mème, como exemplo a não seguir pelos partidos comunistas da Europa de então na definição do Estado Operário.
Paralelamente e de raspão, enquanto se fortaleciam os partidos fascistas da Alemanha, da Itália, de Portugal e da Espanha, tece umas linhas breves sobre o monstruoso edifício burocrático que viria a sustentar o poderio, embora fugaz, na Alemanha e na Itália e mais resilente na Ibéria, durante quarenta anos. Essa foi, certeira, a viragem histórica projectada pelo autor.
Hoje, perante a realidade, patente na revolução/Globalização, democrática, o que diria?

Muitas viragens históricas foram prefaciadas desde então e acabámos em 2015 a ansiar por mais uma, que higienize a marcha do sapiens sobre o planeta.
A sua pegada ameaça abraçar o Globo em daninhas consequências, porquanto a bur(r)ocratização instalada pelo Pensamento Único que o Poder liberal ( !!!!???) victorioso foi implantando na Política, na Economia, na Educação, globalizado pela extraordinária expansão tecnológica, criou uma massa de crentes que manipulados desde a infância nos programas escolares desumanizados, na adolescência, pelo niilismo narcísico e nas Universidades pelos cursos de gestão uniformizados na maximização plena do Lucro como objectivo, despido de qualquer valência moral e na despromoção, face ao novo Deus - o Mercado -  das disciplinas humanistas, carregadas de multi- mundi valências que confrontam utopias, impasses civilizacionais e...o sentido da Vida.

Na certeza de que, em todas as viragens históricas as " massas " que não as elites, na sustentação ou como precursor das mudanças, quando não o seu sujeito activo, 

( o dever chama..., continuaremos... ) 

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

LIBERDADE e TERROR


O ADVERSÁRIO DO TERROR...


... QUE O DAESH...

...representa é imbatível, pelo que a Morte, simbolizada, coreografada, pelos militantes do putativo Estado Islâmico, remetendo - nos ao terror medieval com que outros fundamentalismos, então, A perseguiam não será um obstáculo que deterá a marcha da História do Homem na sua afirmação plena como um ser livre e libertário.
A liberdade de escolha dos seus deuses ou a negação da sua intervenção na sua Vida é-lhe um privilégio adquirido que nenhum encarceramento físico teorizado em Terror, abalará.

Nós, os herdeiros da Civilização Ocidental que os Descobrimentos lusos deram a conhecer às outras nações, somos os mais ferozes críticos do nosso sistema actual, que caiu num impasse civilizacional; acontece que a regressão à Idade - Média não fará parte das alternativas que as nossas utopias, num escrutínio diário, proclamam a possibilidade na busca de um novo olhar humanista sobre a espécie.

O caminho tem sido penoso, os erros muitos e as resistências tenazes. Na superação da nossa natureza bio - racional que não no conformismo da sua imobilidade que a visão redutora e desconstrutiva dos valores firmes e consagrados pelo Bom- Senso, um aferidor universal, a liberdade, por mais definitiva que seja é só um deles, na construção de uma nova abordagem humanista em que a Guerra ocupe o capítulo das obscenidades prè - sapiens.

O Daesh é um anacronismo pseudo-utópico que SÓ a intervenção dos povos, por ele martirizado em nome de um Deus que veneram uns e contrabandeiam oportunísticamente outros e sobre o qual lançam um olhar diametralmenmte oposto, lhe porá fim física e espiritualmente.
Até lá, continuará, com outros nomes, outros intérpretes e outras iluminações a alimentar a nostalgia colonizadora de outros credos e de outras maneiras de interpretar o sentido da Vida.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

REACÇÃO AMERICANA

TARDIA, MAS VITAL...


                                                                 BARAK OBAMA

Foi difícil, está a ser difícil aos U.S.A. a digestão do CAOS induzido no Médio - Oriente após a deposição dos ditadores Sadahm, Kadahfi e da fundamentalização  religiosa e política de um espaço que, pelo seu carácter histórico/tribal/religioso, deveria ter sido abordado com a mesma " diplomacia " com que o Ocidente presenteia o fundamentalismo militante e actuante do mais medieval regime que pontua por terras do Oriente Médio - a dinastia dos SAUD da Arábia Saudita.

A laicização, levada a efeito por esses ditadores, com a brutalidade que chocou a nossa piedade, que levámos , em violência,  para aquelas bandas, sustentada arrogantemente nos nossos valores universalizados e dos quais partilho, e do CAOS herdado  pelas novas lideranças que, hoje, substantivamente, nos ameaçam não já ideològicamente e nas fronteiras distantes mas dentro de casa, parece - nos já como uma realpolityk que nos embaraça...

Na ressaca de mais um atentado terrorista nos U.S.A. que causou 14 vítimas em San Bernardino e no seguimento do Charlie Hebdo e do Bataclan e das exortações guerreiras de Hollande e do protagonismo eficaz de Putin, o único líder com objectivos definidos e transparentes - manter Assad, como o único adversário actuante do fundamentalismo faceado pelo DAESH, financiado pelos SAUD  e hostilizado pela NATO através da Turquia - o presidente dos Estados Unidos da América, Obama, fez um discurso solene, reiterando o comprometimento do seu país na guerra ao Terror, com a promessa de destruição do DAESH.

COMO?
Fortalecendo a rebelião contra Assad e " cortar " as linhas de financiamento ao Daesh, confrontando ( estaremos aqui para ver... ) os seus financiadores ocultos.
Parte -. se do princípio de que a mais formidável máquina de vigilância do planeta já tem na sua posse os dados sobre os quais actuar. ESCLAREÇAM - NOS!

Obama e os seus, têm consciência da impossibilidade para os americanos da humilhação que as decapitações daeshanas provocariam nos soldados, eventualmente capturados no Califado, e do efeito eventualmente mobilizador na jihad fundamentalista. A força dessas imagens na desestabilização, em solo americano, pelo incitamento da intolerância contra o islamismo, seria catastrófico. Não haverá, portanto, tropas no terreno. Será um upgrade substantivo na táctica militar caso venha a ter sucesso. 
A História americana deveria ter presente o Vietnã...

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

COP 21




                                                           ANDRES e BLANKA

" Para convencer - se de sua singularidade, o género humano que se arroga o direito de falar em seu nome - eleva barreiras em torno de si, coloca - se em oposição ao resto dos seres animados -  sem dúvida, cabe - lhe um mérito: o de existir. Tendo em vista os inúmeros fracassos registrados pelos organismos desejosos de viverem ou de sobreviverem, é grande esse mérito... 
... A sociedade é o domínio dos homens, a Natureza o das coisas " - Serge Moscovici in La societé contre Nature (1975 .

As consequências dessa separação determinada, da irracionalidade do que deveria e é uma inferição íntima na consciência das mais débeis representações civilizacionais, presente em todas as cosmologias do humano, estão hoje, no dealbar do século XXI, a merecer a atenção do sapiens e reflectem assustadoramente, a posteriori, interiorizando, espera - se que definitivamente, a tendência suicida que, sem tratamento adequado, nos levará à extinção neste belo planeta.
A nossa superioridade e o desmazelo vai - se dando conta, em todas as paragens do planeta, do frágil equilíbrio com que a Vida se confronta no Caos organizado ( o mundo das coisas... ) em que a simples (!!!???) extinção dos insectos polinizadores mudaria os parâmetros do que hoje consideramos vital para a nossa sobrevivência, pelos efeitos desmultiplicadores no CAOS actual que nos sustenta como espécie.

COP 21

O dramatismo retórico exibido, por entre meas culpas na reunião da COP 21 remete - nos
às outras conferências, sobre os efeitos climáticos desastrosos que o nosso estilo civilizacional, surdo aos alertas/apelos dos cientistas, tem provocado na multiplicação dos desastres naturais catastróficos por todo o planeta. O cinismo, aliado a rebates de consciência que as ajudas humanitárias penitenciavam, com que se choravam as desgraças NOS países mais pobres do planeta, súbito se desmoronou quando elas se vão tornando globais.
E eis - nos perante novas promessas, entre negociatas e planificações temporalizadas com o Inverno à porta e com compungidos " arrependimentos " e assumpções de responsabilidades dos países mais poderosos e mais poluidores do planeta - os USA e a China.

Na impossibilidade de sanções efectivas por parte dos cidadãos do planeta contra os seus dirigentes, se não forem dados passos decisivos palpáveis e urgentes nas regulamentações ecológicas que protejam, já amanhã, a metamorfose climática, seria de propôr, com anuência e apoio global uma retratação moral impressa, em antecipação, nos documentos que irão dar à luz no final da cimeira.
Alguém se atreverá a isso?

domingo, 29 de novembro de 2015

SOLIDARIEDADE versus IGNORÂNCIA


                                                               
                                                                        Gino Strada  

Falar dos serviços que a Emergency tem prestado aos seus semelhantes e daqui prestar o meu tributo pelo fervor e humanismo que esta ONG, fundada e liderada por Gino Strada, é - me uma obrigação moral e uma tarefa que uma pesquisa e divulgação cumpre e deve à DECÊNCIA.


Como também me é uma obrigação moral denunciar o laxismo das autoridades africanas, nomeadamente em Moçambique ( à atenção dos PALOP ) na repressão de uma campanha de extermínio dos seus albinos que bem podia começar pela explicação do porquê da despigmentação de alguns dos seus cidadãos e dando à Ignorância o conhecimento dos albinos ocidentais e a maneira como são encarados.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

PURA DIFICULDADE DE ESCOLHA...

... NA CARACTERIZAÇÃO DA MALEVOLÊNCIA E DO HEROÍSMO QUE MARCAM, NO SAPIENS CONTEMPORÂNEO, AS MINHAS REPULSAS E AS MINHAS EMPATIAS CIVILIZACIONAIS.

AGUARDEMOS, POIS QUE OS CANDIDATOS A ENCETAR O VÓMITO DAS MINHAS PROSAS E O FERVOR DAS MINHAS HOMENAGENS ESTÃO A UM DEGRAU DA MINHA INSPIRAÇÃO.
 VALERÃO POUCO MAIS DO QUE O SOSSEGO COM QUE CONTRABALANÇAREI O MAL COM O BEM. PARA MIM, BASTARÁ. É UMA QUESTÃO HIGIÉNICA...