UMA ESTADISTA versus a SOUND BITES MAN Trump é an entertainement man e , apesar da Política ser hoje tratada e interiorizada pelo statu quo como um proletário fornecedor de títulos de abertura dos canais televisivos e das primeiras páginas da Imprensa, carrega uma gravitas intuida por todos os cidadãos do planeta e em todos os regimes. Em Clinton ela reside, em Trump é traída, para lá da pose, pelo e no discurso. Viu - se isso durante toda a campanha eleitoral e no debate último entre os dois. Os americanos também o constataram. Será a sua salvação...
LEICESTER, Sagrou - se campeão da Premier League, deixando para trás nomes como M. United, Arsenal e Chelsea. Fantástico trabalho de toda a equipa, nomeadamente do seu técnico Rainieri. Fazer de uma equipa em quem ninguém acreditava que se iria manter na P.League, campeã suscitou de Rainieri todo o conhecimento acumulado durante a sua carreira em todos os aspectos do treino e da acção psicológica sobre um grupo que se superou pela confiança, trabalho, humildade e... querer. PARABÉNS AO LEICESTER, de TODOS os amantes de futebol, TODOS! QUE BELO DESPORTO ESTE...!
U . S. A. ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS Dizem as más - linguas que nunca houve uma safra tão medíocre de candidatos presidenciais nos USA. Se analisarmos essas percepções pelos dois últimos candidatos restantes, nomeadamente H. Clinton e D. Trump como o resultado do depuramento, quero acreditar, dos candidatos que ficaram pelo caminho, só posso concluir que a percepção foi certeira, pelo que, na minha perspectiva, concerne. Como norte - americano votaria no Sanders e na sua quixotesca ( combateria um inimigo sem rosto e até ver, imbatível... ) cruzada de moralização política e não só, daquela grande nação.
Esta senhora sempre esteve no âmago daquilo que Sanders quer combater e que os americanos tiveram agora a chance de conhecer através dos seus desconsiderados avisos. Surpreendente a adesão da juventude na sua visão das coisas que futuramente, espero, escapem imunes às alexianas e conformistas maturidades burguesas. Assusta - me, como me assustou, então vê - la como Secretário de Estado de Obama. Foi, pelo incitamento no descarte de mais um ás do baralho assassino das Forças de Segurança, um dos principais responsáveis, nomeadamente no derrube de Gadafi, completamente desconhecido, de facto, pela maioria esmagadora dos americanos, e na escalada do caos, já incontrolável do Oriente Médio. Hoje, com o enfrentamento cínico, indirecto, entre sunitas e xiitas, através de terceiros, entre Irão e a Arábia Saudita em todas as paragens da zona, conseguiu - se, conseguiu a Administração Americana o pleno do desastre. A Europa anda a apanhar os cacos de uma diplomacia que até hoje continua a ser feita pelo complexo político - militar e a estreiteza mental dos seus generais. Com Clinton será mais do mesmo entre pequenos arrufos de solidariedade social. Nada mudará...
Quanto a este senhor, ATERRORIZA - ME pensar que a nação americana se demitiu de ser dona dos destinos do seu país e do seu futuro. A ser eleito presidente da República os USA estarão a mandar um recado inequívoco aos seus aliados e ao mundo. A mudança, melhor, a permanência da tão endeusada economics que contabiliza milhões de almas famintas enquanto nadamos em desperdício e ostentação dará, definitivamente, lugar, na Europa e no resto do mundo uma hipótese à Política e à diplomacia, em vez da virulência nababa e transmontana do empreiteiro Trump.
Como do mal nunca virá um Bem por aqui acreditamos na liberdade individual dos corajosos cidadãos americanos que escrutinam em permanência os seus dirigentes e os denunciam ao mundo. Que não lhes cansem os dedos nos teclados... sobre o dedo apontado de Trump no controlo nuclear...
ANTÓNIO GUTERRES UMA ESCOLHA ACERTADA... ... e INTELIGENTE, seria ter como secretário - Geral da ONU, o ex - Comissário da ACNUR, se a teia de interesses variados e, francamente INCONSEQUENTES, na definição programática daquela organização se moverem por caminhos outros que não pela sua credibilidade e eficácia. Ban Ki Moon, definitivamente, foi um enorme erro de casting, também ele produto inconsequente de arranjos, até hoje incompreensíveis para o comum dos mortais, dada a sua manifesta falta de carisma e de outras qualidades políticas e diplomáticas que a marcha dos acontecimentos globais, perante a sua impotência visível, incapaz de sacudir os sussuros dos seus master's voice, testemunharam O registo da sua passagem, apesar de rodeado de excelentes colaboradores, entre os quais o ex - comissário da ACNUR, foi marcado pela impotência e... seguidismo e de uma melancolia deprimente . António Guterres é, de longe, o melhor candidato ao lugar e por razões substantivas. Culturalmente brilhante, humanista dedicado e sensível ao sofrimento humano, frontal, pragmático e decidido na gestão, em diálogo, das crises de foro vário que, em gestão lhe couberam, quer na ONU quer na vida política e partidária do seu país de nascimento. Eleger uma mulher por imperativos (!!!???) buropolíticos de ordem genérica e quotizantes seria de uma imbecilidade atroz e, nesta circunstância, desprestigiante e debilitante para o cargo. Fazê - lo na base dos pressupostos exigíveis para o lugar, afastaria, em cotejo, todos os outros candidato(a)s. A audição do ex - Primeiro Ministro português foi exemplarmente brilhante; nada que nos tenha surpreendido, conhecedor privilegiado que somos, como cidadão português, dos instrumentos da sua vasta competência no exercício das funções aos quais se obriga. " Se há algo em que a comunidade internacional está a falhar é na PREVENÇÃO ( sublinhados meus ) e RESOLUÇÃOde conflitos e na protecção da segurança global contra o terrorismo. Acredito que precisamos de um impulso na diplomacia para a PAZ. " - Guterres Ora, para bom entendedor, isso é todo um programa de acção política e diplomática que obriga a responsabilidade da ONU, na plena assumpção das suas prerrogativas, onde impera o Cinismo, a dissimulação, os egoísmos nacionais e Deus!, as Bombas, as nossas e a dos outros, que, como a realidade tem comprovado à saciedade, não resolverá, no século XXI, as dissonâncias de qualquer ordem, quer estratégicas, económicas, políticas, religiosas ou culturais. A singularidade, a maravilhosa singularidade do planeta é consubstanciada nas diferenças entre os povos, as raças, as culturas, os géneros, as interpretações do Mundo, o (re)conhecimento dos Outros. Nenhuma Globalização conseguirá unificar o Pensamento e a sua partilha pelos " quatro cantos do Mundo ". A HISTÓRIA do sapiens não está acabada, ela ainda está nos primórdios da sua existência. Vale a pena lutar por isso...
A MUDANÇA DO TÍTULO DESTE BLOG, HOJE RECORRIGIDO, TEVE A VER COM AS PERMISSÕES DO BLOGGER E NÃO UM ERRO ORTOGRÁFICO. COMO O SENTIDO DESEJADO ERA EVIDENTE FOI FICANDO ATÉ SER SUCESSIVAMENTE REEDITADO A FIM DE CABER NAS EXIGÊNCIAS PRETENDIDAS E ACEITES.
" DUDE, WHERE'S MY COUNTRY? "... ...questionava Michael Moore ao então presidente dos USA, George Bush, o jr. Eu tenho o defeito de ter uma visão romântica dos Estados Unidos da América e sinto, como uma parte que quero acreditar maioritária entre os norte - americanos, a nostalgia de uma promessa civilizacional que o desempoeiramento mental de uma jovem nação nos prometeu. Idealista, é o termo com que se cataloga, como um desconto sobre uma suposta anormalidade mental, com bonomia irónica e, amiúde com cinismo revoltante, a falta de fundamentações críticas mais assertivas. Tenho, como todo o mundo, seguido, com muito interesse a campanha presidencial e a avalanche de candidatos ao mais alto cargo político do planeta. Essa é a razão primordial da atenção expectante dos cidadãos, a importância de ter como Comandante - em - Chefe da mais poderosa máquina militar do mundo alguém cujo escrutínio tem de passar por uma apertada rede de controlo. Esse controlo passa, com responsabilidade acrescida, pelos cidadãos americanos. Bernie Sanders, o senador de Vermont, apresenta - se como o candidato anti - sistema. E de sistema estamos a falar? Do Capitalista, com certeza e da voracidade predadora com que a actividade financeira, melhor, especulação financeira, está, através da venalidade bancária, a destruí -lo, mostrando - lhe a face mais assustadora e corrupta. Nenhum Chefe de Estado ocidental, nenhum governo democrático em actualidade, é anti - Capitalista. Essa foi a victória do Liberalismo sobre a Ditadura. A ganância e a arrogância transformá - la - á numa victória de Pirro. Trump, é a cara da boçalidade, em todas as suas vertentes. Eu não acredito, tal como o presidente cessante, Barak Obama, que, depois de Bush JR. irão desbaratar uma auto - estima recuperada nesses anos de recuperação sobressaltada do governo dos democratas, dando a chave do nuclear ao Donald Trump. Sanders é um humanista. Essa é a sua principal virtude numa época de enlevo aos piratas, aos novos filibusteiros. TENHO PENA QUE NÃO VENHA A SER O PRÓXIMO PRESIDENTE.
E ( OU ) IRREDUTIBILIDADES EPISTEMOLÓGICAS? Socorro - me das palavras do Director do Instituto de Estudos Árabes e Islâmicos da Universidade de Lisboa, prof. António Dias Farinha, que pontua o título deste post, na reformulação de um equívoco que os MÉRDIA, na sua redutora singeleza interpretativa costuma sintetizar, em soundbites e conceptualizações titulares de primeira página, as complexidades dos acontecimentos históricos que têm marcado a primeira década do século XXI. Tenho por mim, e antes de dar uma vista de olhos à entrevista, que o Prof. Farinha deu à " Revista " do último Expresso, cujo titulo me provocou uma instintiva reverberação reflexiva sobre um tema sobre a qual sempre me suscitou dúvidas, pelas abordagens simplistas com que era abordado, que o chamado Choque de Civilizações, enformava de uma incorrecção conceptual, que só por um abuso da linguagem se poderia encarar. É que, de facto, a ter havido choque de civilizações ele terá ocorrido em todos os encontros imediatosque da Antiguidade às (re)Descobertas protagonizadas pela Ibéria, nomeadamente por Portugal, que pelas armas ou pelo comércio, pontuaram a revelação das idiossincracias das nações contactadas. Chamar choque de Civilizações ao que se constituía como ignorância mútua, em revelação, é no mínimo uma hipérbole rocambolesca dada a facilidade com que a colonização do mundo se propagava através da expropriação e de domínio. Antes, com o domínio árabe, o Choque colonizador enfrentou um outro fundamentalismo, que victorioso, governou o espaço europeu durante a Idade - Média. O último Choque de Civilizações acaba com a derrota do Império Otomano e a sua laicização. O mundo redefiniu - se no conhecimento do Outro e sobreveio a bonança. Outras voltas deu a Terra, enquanto as Civilizações se sedimentavam num devir histórico que das suas origens, incontornáveis, reatavam a sua História; uns mais lentos, outros em passo acelerado. O regresso pós - colonial aos paradigmas identitários não poderia de per si constituir uma regressão civilizacional se não estivesse políticamente enquadrado em algumas paragens, como no Médio - Oriente, por contrabandos ideológicos que da Crença retira um determinismo malévolo de e no recrutamento jihadista. Em nome da Pátria também se conseguiu a benevolência generosa da sua geração mais nova. Hoje não há, portanto, Choque de Civilizações, o que há é uma luta política de PODER onde a religião surge como uma camuflagem para a mobilização e o TERROR, titerizado e manipulado, como uma frente encapotada de interesses dos poderes fácticos. Toda a gente sabe onde se alojam e toda a gente sabe ou deveria saber que o DAESH ainda só existe porque assim o querem. ( prometo continuar... )