quarta-feira, 13 de abril de 2016
GUTERRES e a ONU
ANTÓNIO GUTERRES
UMA ESCOLHA ACERTADA...
... e INTELIGENTE, seria ter como secretário - Geral da ONU, o ex - Comissário da ACNUR, se a teia de interesses variados e, francamente INCONSEQUENTES, na definição programática daquela organização se moverem por caminhos outros que não pela sua credibilidade e eficácia.
Ban Ki Moon, definitivamente, foi um enorme erro de casting, também ele produto inconsequente de arranjos, até hoje incompreensíveis para o comum dos mortais, dada a sua manifesta falta de carisma e de outras qualidades políticas e diplomáticas que a marcha dos acontecimentos globais, perante a sua impotência visível, incapaz de sacudir os sussuros dos seus master's voice, testemunharam
O registo da sua passagem, apesar de rodeado de excelentes colaboradores, entre os quais o ex - comissário da ACNUR, foi marcado pela impotência e... seguidismo e de uma melancolia deprimente .
António Guterres é, de longe, o melhor candidato ao lugar e por razões substantivas. Culturalmente brilhante, humanista dedicado e sensível ao sofrimento humano, frontal, pragmático e decidido na gestão, em diálogo, das crises de foro vário que, em gestão lhe couberam, quer na ONU quer na vida política e partidária do seu país de nascimento.
Eleger uma mulher por imperativos (!!!???) buropolíticos de ordem genérica e quotizantes seria de uma imbecilidade atroz e, nesta circunstância, desprestigiante e debilitante para o cargo. Fazê - lo na base dos pressupostos exigíveis para o lugar, afastaria, em cotejo, todos os outros candidato(a)s.
A audição do ex - Primeiro Ministro português foi exemplarmente brilhante; nada que nos tenha surpreendido, conhecedor privilegiado que somos, como cidadão português, dos instrumentos da sua vasta competência no exercício das funções aos quais se obriga.
" Se há algo em que a comunidade internacional está a falhar é na PREVENÇÃO ( sublinhados meus ) e RESOLUÇÃO de conflitos e na protecção da segurança global contra o terrorismo. Acredito que precisamos de um impulso na diplomacia para a PAZ. " - Guterres
Ora, para bom entendedor, isso é todo um programa de acção política e diplomática que obriga a responsabilidade da ONU, na plena assumpção das suas prerrogativas, onde impera o Cinismo, a dissimulação, os egoísmos nacionais e Deus!, as Bombas, as nossas e a dos outros, que, como a realidade tem comprovado à saciedade, não resolverá, no século XXI, as dissonâncias de qualquer ordem, quer estratégicas, económicas, políticas, religiosas ou culturais.
A singularidade, a maravilhosa singularidade do planeta é consubstanciada nas diferenças entre os povos, as raças, as culturas, os géneros, as interpretações do Mundo, o (re)conhecimento dos Outros.
Nenhuma Globalização conseguirá unificar o Pensamento e a sua partilha pelos " quatro cantos do Mundo ".
A HISTÓRIA do sapiens não está acabada, ela ainda está nos primórdios da sua existência. Vale a pena lutar por isso...
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