terça-feira, 1 de dezembro de 2015

COP 21




                                                           ANDRES e BLANKA

" Para convencer - se de sua singularidade, o género humano que se arroga o direito de falar em seu nome - eleva barreiras em torno de si, coloca - se em oposição ao resto dos seres animados -  sem dúvida, cabe - lhe um mérito: o de existir. Tendo em vista os inúmeros fracassos registrados pelos organismos desejosos de viverem ou de sobreviverem, é grande esse mérito... 
... A sociedade é o domínio dos homens, a Natureza o das coisas " - Serge Moscovici in La societé contre Nature (1975 .

As consequências dessa separação determinada, da irracionalidade do que deveria e é uma inferição íntima na consciência das mais débeis representações civilizacionais, presente em todas as cosmologias do humano, estão hoje, no dealbar do século XXI, a merecer a atenção do sapiens e reflectem assustadoramente, a posteriori, interiorizando, espera - se que definitivamente, a tendência suicida que, sem tratamento adequado, nos levará à extinção neste belo planeta.
A nossa superioridade e o desmazelo vai - se dando conta, em todas as paragens do planeta, do frágil equilíbrio com que a Vida se confronta no Caos organizado ( o mundo das coisas... ) em que a simples (!!!???) extinção dos insectos polinizadores mudaria os parâmetros do que hoje consideramos vital para a nossa sobrevivência, pelos efeitos desmultiplicadores no CAOS actual que nos sustenta como espécie.

COP 21

O dramatismo retórico exibido, por entre meas culpas na reunião da COP 21 remete - nos
às outras conferências, sobre os efeitos climáticos desastrosos que o nosso estilo civilizacional, surdo aos alertas/apelos dos cientistas, tem provocado na multiplicação dos desastres naturais catastróficos por todo o planeta. O cinismo, aliado a rebates de consciência que as ajudas humanitárias penitenciavam, com que se choravam as desgraças NOS países mais pobres do planeta, súbito se desmoronou quando elas se vão tornando globais.
E eis - nos perante novas promessas, entre negociatas e planificações temporalizadas com o Inverno à porta e com compungidos " arrependimentos " e assumpções de responsabilidades dos países mais poderosos e mais poluidores do planeta - os USA e a China.

Na impossibilidade de sanções efectivas por parte dos cidadãos do planeta contra os seus dirigentes, se não forem dados passos decisivos palpáveis e urgentes nas regulamentações ecológicas que protejam, já amanhã, a metamorfose climática, seria de propôr, com anuência e apoio global uma retratação moral impressa, em antecipação, nos documentos que irão dar à luz no final da cimeira.
Alguém se atreverá a isso?

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