TARDIA, MAS VITAL...
BARAK OBAMA
Foi difícil, está a ser difícil aos U.S.A. a digestão do CAOS induzido no Médio - Oriente após a deposição dos ditadores Sadahm, Kadahfi e da fundamentalização religiosa e política de um espaço que, pelo seu carácter histórico/tribal/religioso, deveria ter sido abordado com a mesma " diplomacia " com que o Ocidente presenteia o fundamentalismo militante e actuante do mais medieval regime que pontua por terras do Oriente Médio - a dinastia dos SAUD da Arábia Saudita.
A laicização, levada a efeito por esses ditadores, com a brutalidade que chocou a nossa piedade, que levámos , em violência, para aquelas bandas, sustentada arrogantemente nos nossos valores universalizados e dos quais partilho, e do CAOS herdado pelas novas lideranças que, hoje, substantivamente, nos ameaçam não já ideològicamente e nas fronteiras distantes mas dentro de casa, parece - nos já como uma realpolityk que nos embaraça...
Na ressaca de mais um atentado terrorista nos U.S.A. que causou 14 vítimas em San Bernardino e no seguimento do Charlie Hebdo e do Bataclan e das exortações guerreiras de Hollande e do protagonismo eficaz de Putin, o único líder com objectivos definidos e transparentes - manter Assad, como o único adversário actuante do fundamentalismo faceado pelo DAESH, financiado pelos SAUD e hostilizado pela NATO através da Turquia - o presidente dos Estados Unidos da América, Obama, fez um discurso solene, reiterando o comprometimento do seu país na guerra ao Terror, com a promessa de destruição do DAESH.
COMO?
Fortalecendo a rebelião contra Assad e " cortar " as linhas de financiamento ao Daesh, confrontando ( estaremos aqui para ver... ) os seus financiadores ocultos.
Parte -. se do princípio de que a mais formidável máquina de vigilância do planeta já tem na sua posse os dados sobre os quais actuar. ESCLAREÇAM - NOS!
Obama e os seus, têm consciência da impossibilidade para os americanos da humilhação que as decapitações daeshanas provocariam nos soldados, eventualmente capturados no Califado, e do efeito eventualmente mobilizador na jihad fundamentalista. A força dessas imagens na desestabilização, em solo americano, pelo incitamento da intolerância contra o islamismo, seria catastrófico. Não haverá, portanto, tropas no terreno. Será um upgrade substantivo na táctica militar caso venha a ter sucesso.
A História americana deveria ter presente o Vietnã...

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